Publicação: Se Quiser e Se Puder
Metadados Académicos
- Resumo
- Caros convidados, estimados leitores, colegas, amigos e amantes da literatura, É com enorme satisfação que vos damos as boas-vindas a este encontro de apresentação de um e-book que, mais do que um liv
- Palavras-chave
- publicação, literatura
- Etiquetas
- #Academus, #LiteraturaMoçambicana
Caros convidados, estimados leitores,
colegas, amigos e amantes da literatura,
É com enorme satisfação que vos damos as
boas-vindas a este encontro de apresentação de um e-book que, mais do que um
livro, é um verdadeiro convite à transformação interior. Hoje celebramos não
apenas uma publicação, mas um gesto de coragem intelectual: o gesto de um autor
que decidiu falar directamente ao coração e à consciência de cada leitor.
Vivemos tempos acelerados, tempos em que
todos desejamos mudança, mas nem sempre nos dispomos a compreendê-la ou a
construí-la. É precisamente nesse ponto que esta obra de Dudú de Cristina
Remígio Mamba se distingue. “Se quiser e
se puder ser diferente no próximo ano” não é um manual de promessas fáceis;
é uma chamada à responsabilidade pessoal, um desafio à autenticidade e um
estímulo à introspecção profunda.
Este livro, estruturado em 31 princípios —
um para cada dia do mês de Dezembro — conduz-nos por caminhos de reflexão
exigente, mas possível. A escrita do autor, clara e directa, faz com que cada
princípio funcione como um espelho: devolve-nos
perguntas fundamentais sobre quem somos, para onde vamos e, sobretudo, o que estamos dispostos a fazer para nos
tornarmos pessoas melhores, mais conscientes e mais alinhadas com o sentido que
desejamos dar à nossa existência.
Dudú recorda-nos que a mudança nasce em
dois movimentos essenciais: querer e
poder.
1)
Querer, porque nenhuma transformação é legítima
se não brotar da vontade íntima de cada um.
2)
Poder, porque querer não basta — é preciso estar
preparado para pagar o preço do esforço, da disciplina, da renúncia e, muitas
vezes, do sofrimento que acompanha todo o processo de crescimento pessoal.

Ao longo destas páginas, o autor desafia os
leitores a olhar para a juventude como o tempo da construção; convida-nos a
repensar o lugar da escola, a força das escolhas, o valor dos sonhos e a
importância de estabelecer objectivos concretos. Fala-nos com coragem sobre responsabilidade,
vontade, disciplina e verdade. Mostra-nos, com firmeza, que não podemos delegar
nos outros — nem no Estado, nem em Deus — aquilo que depende exclusivamente de
nós.
Trata-se de uma obra que cruza filosofia e
vida prática de forma rara e necessária. Não se perde em abstrações, mas também
não se rende a superficialidades. Faz o que um bom livro deve fazer: ilumina o caminho sem caminhar por nós,
inspira sem impor, provoca sem ferir.
Ademais, gostaríamos de frisar que, este
livro é uma espécie de mapa para quem deseja iniciar o ano com propósito e
lucidez. Mas é, sobretudo, um lembrete de que a existência humana é feita de
escolhas. Escolhas que revelam aquilo que valorizamos, aquilo que acreditamos e
aquilo que queremos construir. Como afirma o autor, “a vida é feita de juízos
de valor” — e são eles que desenham o mundo que habitamos.
A Revista Academus, enquanto editora
comprometida com o conhecimento, a cultura e a valorização dos talentos
moçambicanos, sente orgulho em acolher esta obra luminosa. Fazemo-lo convictos
de que ela acrescenta valor ao debate público, à formação intelectual e, acima
de tudo, ao desenvolvimento humano dos nossos leitores.
Queremos, por isso, felicitar o autor.
Felicitar pela coragem de escrever, pela lucidez do pensamento, pela
determinação em partilhar reflexões que não embelezam a realidade, mas que a
revelam tal como é: exigente, desafiante e, ainda assim, cheia de
possibilidades.
Caros participantes, convido-vos a
mergulhar nestas páginas com espírito aberto. Leiam com atenção, reflitam com
profundidade e permitam-se, se quiserem e se puderem, iniciar também o vosso
próprio processo de mudança.
Difundido narrativas que nos representam