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O Conselho de escola como Parceria com a Comunidade



Autor/s:

Autor 1: Edigar W. Magalhaes[1];

Autor 2: João Nasseco[2];

Autor 4: Rodolfo F. Mairosse[4];

Autor 3: Pulano L. Biosse[3] 

Resumo

No contexto africano, os Conselhos de Escola surgem como instrumentos de gestão participativa, valorizando saberes locais e promovendo a transparência na utilização de recursos públicos. Em Moçambique, sobretudo nas áreas rurais, sua actuação é crucial na fiscalização do Fundo de Apoio Direto às Escolas (FADE) e na aproximação entre escola e comunidade. O objectivo desse artigo centra-se em analisar criticamente a actuação dos Conselhos de Escola em Moçambique, com foco no perfil socioeducativo dos membros, na influência de elites locais e na gestão de recursos públicos. Metodologicamente, a investigação baseou-se em revisão bibliográfica, permitindo sistematizar contribuições teóricas e empíricas sobre a gestão participativa, parcerias comunitárias e transparência em contextos educacionais africanos e internacionais. Os resultados indicam que, apesar de formalmente reconhecidos, os Conselhos de Escola enfrentam limitações como baixa literacia, capacitação insuficiente, participação simbólica e influência de elites, comprometendo a representatividade e a transparência na gestão do FADE. No entanto, experiências nacionais e internacionais evidenciam que as políticas de formação contínua, literacia financeira, inclusão social e mecanismos de monitoria independente tornam os Conselhos instrumentos eficazes de democratização e fortalecimento da confiança comunitária. Conclui-se que a consolidação dos Conselhos de Escola em Moçambique requer superar o formalismo participativo por meio de capacitação estruturada, diversificação dos membros e mecanismos claros de fiscalização, garantindo a participação crítica da comunidade, será possível assegurar a melhoria sustentável da qualidade educacional.

Palavras-Chave: Conselhos de Escola; Gestão Democrática; Participação Comunitária.

 

THE SCHOOL COUNCIL AS A PARTNERSHIP WITH THE COMMUNITY

 




Abstract

In the African context, School Councils emerge as instruments of participatory management, bringing schools closer to the community, valuing local knowledge, and promoting transparency in the use of public resources. In Mozambique, particularly in rural areas, their role is crucial for overseeing the Education Development Support Fund (FADE) and strengthening the connection between schools and communities. This article aims to critically examine the performance of School Councils in Mozambique, emphasizing the socio-educational profiles of their members, the influence of local elites, and the management of public resources. Methodologically, the research was based on a literature review, allowing the systematization of theoretical and empirical contributions on participatory management, community partnerships, and transparency in African and international educational contexts. The results indicate that, despite being formally recognized, the Councils face limitations such as low literacy, insufficient training, symbolic participation, and elite influence, compromising representativeness and transparency in FADE management. However, national and international experiences show that continuous training policies, financial literacy, social inclusion, and independent monitoring mechanisms make Councils effective instruments for democratization and strengthening community trust. It is concluded that the consolidation of School Councils in Mozambique requires overcoming formalistic participation through structured training, diversification of members, and clear oversight mechanisms, ensuring critical community engagement and sustainable improvement in educational quality. Only in this way can effective and critical community participation be guaranteed, ensuring the sustainable enhancement of educational quality.

Keywords: School Councils; Democratic Governance; Community Participation.


LER NA ÍNTEGRA 



[1] Edigar Wilson Magalhães é mestrando em Gestão e Administração Educacional pela UCM (Lichinga, Niassa); licenciado em Psicologia Educacional pela Universidade Rovuma. Possui formação em Psicologia Clínica pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Psicologia e Aprendizagem e em Psicologia Infantil pela Associação Brasileira de Educação a Distância. É bacharel em Teologia pela Universidade Teológica do Brasil e especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional pela UNISE Brasil. É membro do núcleo de pesquisa da Universidade Rovuma (extensão de Lichinga), bem como do Clube do Livro da Beira e do Clube de Escritores, Poetas e Amigos de Niassa. Como autor, publicou as obras “Jogos Lúdicos: Caça-palavras e Actividades para Colorir” (2023), em coautoria com Cecília Baulene, “O Meu Alfabeto Ilustrado” (2023) e “Dicionário das Profissões: Um Guia para Adolescentes e Jovens” (2024). ORCIDhttps://orcid.org/0009-0007-7789-7580.

[2] João Nasseco é Doutor em Ciências de Educação pela Universidade Católica de Moçambique e Docente dos cursos de pôs graduação. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-5385-1963.

[3] Pulano Lenade Biosse é mestrando em Gestão e Administração Educacional pela UCM (Lichinga, Niassa,). É Licenciado em Ensino da Língua Francesa, com habilitações em Tradução Português – Francês, pela Universidade Licungo (Extensão da Beira). Possui formação complementar pelo Instituto de Línguas da Cidade da Beira e actua como Professor de Língua Francesa. ORCID: https://orcid.org/0009-0004-5862-8826; Correio electrónico: lenadeazosta1996@gmail.com / 711250286@ucm.ac.mz..

[4] Rodolfo Félix Mairosse é mestrando da faculdade de gestão de recursos florestais e faunísticos da UCM (Lichinga, Niass), em gestão e administração Educacional; licenciado em ensino de matemática com habilitações em estatística pela UP, delegação do Niassa e professor de matemática. ORCID: https://orcid.org/0009-0008-5381-0599. Correio electrónico: rodolfomairosse@gmail.com / 711250009@ucm.ac.mz .

 

 


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