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Moçambique no Contexto Geopolítico da África Austral: Desafios e Perspectivas para o Desenvolvimento Sustentável até 2040

 Mozambique in the Geopolitical Context of Southern Africa: Challenges and Prospects for Sustainable Development by 20400.

 Por: Inocêncio Fernando Luís [1]


Resumo

Moçambique ocupa uma posição geoestratégica relevante na África Austral, marcada pelo acesso ao Oceano Índico, pela integração em corredores logísticos regionais e pela crescente importância dos seus recursos energéticos. Neste contexto, o presente artigo tem como objectivo analisar o papel geopolítico de Moçambique na região e avaliar as implicações desse posicionamento para o desenvolvimento sustentável do país até 2040. A investigação adopta uma abordagem qualitativa e prospetiva, baseada na revisão bibliográfica e na análise documental de fontes académicas, institucionais e estratégicas, com enfoque nos factores internos e externos que influenciam a trajectória de desenvolvimento nacional. Os resultados indicam que factores internos, como a qualidade da governação, os desafios de segurança particularmente no norte do país e as desigualdades regionais, interagem com factores externos, incluindo parcerias internacionais, investimentos em recursos naturais e dinâmicas geopolíticas regionais, moldando simultaneamente oportunidades e vulnerabilidades. Destaca-se o papel da exploração de recursos energéticos e da infra-estrutura logística como motores potenciais de crescimento, bem como os riscos associados à dependência excessiva de receitas extractivas, à instabilidade local e aos impactos ambientais. Com base nesta análise, são delineados três cenários prospetivos otimista, intermédio e pessimista  que ilustram possíveis trajectórias futuras. Conclui-se que a transformação do potencial geoestratégico de Moçambique em desenvolvimento sustentável e inclusivo depende de políticas públicas orientadas para a diversificação económica, o reforço institucional, a boa governação dos recursos naturais, a gestão ambiental e o aprofundamento da cooperação regional. O investimento em capital humano e em estratégias de resiliência climática e socioeconómica revela-se fundamental para assegurar um desenvolvimento equilibrado e duradouro até 2040.

Palavras-chave: Geopolítica; Moçambique; África Austral; Desenvolvimento sustentável; Prospetiva 2040

 

 


Mozambique in the Geopolitical Context of Southern Africa: Challenges and Prospects for Sustainable Development by 2040.

 

Abstract

Mozambique occupies a relevant geostrategic position in Southern Africa, characterised by access to the Indian Ocean, integration into regional logistics corridors, and the growing importance of its energy resources. In this context, this article aims to analyse Mozambique’s geopolitical role in the region and assess the implications of this positioning for the country’s sustainable development up to 2040. The study adopts a qualitative and prospective approach, based on a literature review and documentary analysis of academic, institutional, and strategic sources, focusing on internal and external factors that influence the national development trajectory.The results indicate that internal factors, such as the quality of governance, security challenges particularly in the northern part of the country and regional inequalities, interact with external factors, including international partnerships, investments in natural resources, and regional geopolitical dynamics, simultaneously shaping opportunities and vulnerabilities. The role of energy resource exploitation and logistics infrastructure as potential drivers of growth is highlighted, as well as the risks associated with excessive dependence on extractive revenues, local instability, and environmental impacts. Based on this analysis, three prospective scenarios optimistic, intermediate, and pessimistic are outlined to illustrate possible future trajectories. It is concluded that transforming Mozambique’s geostrategic potential into sustainable and inclusive development depends on public policies oriented towards economic diversification, institutional strengthening, good governance of natural resources, environmental management, and the deepening of regional cooperation. Investment in human capital and in strategies for climate and socio-economic resilience is essential to ensure balanced and lasting development up to 2040.

Keywords: Geopolitics; Mozambique; Southern Africa; Sustainable development; Foresight 2040.



LER NA ÍNTEGRA



[1] Inocêncio Fernando Luís, natural da cidade de Quelimane, província da Zambézia. É Licenciado em Administração Pública pela Universidade Eduardo Mondlane (UEM). Posteriormente, prosseguiu a sua formação académica obtendo o grau de Mestre em Ciência Política, Governação e Relações Internacionais pela Universidade Católica de Moçambique (UCM), na Faculdade de Ciências Sociais e Políticas (FCSP), na cidade de Quelimane. Especializou-se em Educação Inclusiva pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas Gerais (IFSULDEMINAS), campus Machado, no Brasil. Actualmente, é Doutorando em Ciência Política e Relações Internacionais na UCM e, simultaneamente, Doutorando em Ciências da Educação, com especialização em Educação Inclusiva e Pedagogia Diferenciada, na Universidade Jean Piaget de Moçambique. No âmbito profissional, é Funcionário Público do Serviço Provincial de Justiça e Trabalho da Zambézia, estando afecto à Conservatória do Registo Civil de Nicoadala. Paralelamente, exerce actividades académicas como docente a tempo parcial na Universidade Aberta – ISCED e docente a tempo parcial no Instituto Superior de Ciências de Saúde (ISCISA), na cidade de Quelimane. É igualmente Director Financeiro e fundador da Associação Moçambicana pela Inclusão e Necessidades Adaptadas (AMINA), uma organização dedicada à promoção da inclusão social e educativa de pessoas com necessidades especiais. No ano de 2025, publicou o artigo científico intitulado “Inclusão de Crianças com Deficiências no Ensino Primário em Moçambique”, apresentado no Congresso Internacional Movimentos Docentes, publicado nos Anais do CMD 2025 (Vol. III), no Brasil.

 


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